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Meditação

Postado dia 07/03/2010 às 18:00 horas, por Administrador.

                                                      Meditação

                                                                                  Telma Jábali Barretto

 

 

               Por muito tempo, a palavra meditação foi considerada sinônimo de reflexão, de muito pensar sobre um determinado assunto. Atualmente, tendo em vista a popularização não só do termo como também da própria execução da meditação, vemos amplas e até diferentes conceituações sobre o que viria ser meditar.

               Na escola da qual fazemos parte, definimos meditar como um estado de plena atenção e, portanto, de contemplação.

               Hoje percebemos em diversas áreas de conhecimento sejam elas filosóficas, religiosas ou até científicas, citações e, principalmente, comprovações da eficácia da meditação no processo terapêutico; minimizando tensões, estresse, angústias, medos e até pânico num momento mundial de grande quantidade de informação e  liberdade por isso  mesmo tão rico e ao mesmo tempo tão assustador para essa humanidade que se vê pressionada a todo  momento a  assistir, acompanhar e nem sempre entender e mesmo assimilar na velocidade dos fatos.

               Sendo a meditação um ato de plena atenção, o que inicialmente devemos conscientizar e depois buscar praticar é que não podemos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e, sendo assim, temos que, a todo instante aprender a priorizar, escolher e, após cada priorização e escolha, nos envolver por completo em cada ação em que estejamos comprometidos, sejam elas pessoais, profissionais, no cumprimento de nossos deveres como  cidadão, ser humano, ou até como seres espirituais, se assim acreditamos, e com esse proceder estaremos na medida de nosso gradativo treino melhorando nossos desempenhos e assim também nossa contribuição nas mais diversas áreas da vida e pelas quais tanto nos cobramos e nos pressionamos, roubando-nos a paz.     

               Para que esse estado seja alcançado, já que não podemos dizer que sejamos de forma natural plenamente atentos, devemos aprender e educar-nos, se julgarmos que tal prática possa nos parecer benéfica. Sentamos de forma correta, respiramos naturalmente, sem esforço e só com isso já relaxamos o corpo físico e diminuímos muitas tensões. Já aqui mais facilmente conseguimos  concentrar e orientar nosso pensar. Até aqui também podemos dizer que fizemos uma seqüência de priorizações e escolhas. Escolhemos meditar, escolhemos estar atentos a cada movimento de sentar, respirar, concentrar. Esta sequência repetidas vezes como todo processo de educação vai inicialmente ser feita no ato de meditar, até que aos poucos é levada naturalmente para todos os nossos atos e aí sim podemos dizer que nossas atitudes são cada vez mais plenas, seguras, gerando então satisfação e distanciando-nos dos estados de conflito,  dos estados em que, ao contrario, nos dividimos a todo instante, dispersamos a atenção e força de ação  e, conseqüentemente, geramos desgaste, cansaço.

              Podemos dizer, finalizando, que meditar é o ato de unificar nosso corpo, emoções e pensar, comprometendo-os ao mesmo instante, direcionadamente a cada ato, criando melhores resultados, e portanto, satisfação e plenitude.

 

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