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Dhyana - Meditação

Postado dia 07/03/2010 às 17:55 horas, por Administrador.

DHYANA – (Meditação)

 

Sérgio Fonseca B. Barretto

Gnana-Dhatha

 

Palestra proferida em Florianópolis-SC, no IX Congresso da

SUDDHA DHARMA MANDALAM, em Julho/2008

 

(BRAZIL)

 

            Para a imensa maioria das pessoas, meditar significa projetar nossa mente em vários cenários e idéias,  em um vasto ciclo de imagens e símbolos.

         Nas tradições religiosas superiores (sejam estas ocidentais e orientais), meditar é algo bem diferente; na realidade, trata-se da busca de um estado elevado de consciência, visando a comunhão divina.

         O grande objetivo é contatar com o “Reino de Deus”, dentro de nossos corações, segundo as mensagens dos Grandes Mestres da Humanidade. “Dhyana é a porta de ouro que, uma vez aberta, conduz ao Reino de Deus. Dhyana (meditação ou contemplação),  é a contínua e prolongada corrente de pensamento, dirigida a um determinado objeto, até chegar a se unificar com ele”. (Helena P, Blavatsky).

         Na realidade, a meditação tem como objetivo alcançar a Graça, a Sabedoria Divina e a  plena felicidade. Se nós efetuarmos um retrospecto da história  e da vida dos Grandes Mensageiros da Humanidade, tais como Krishna, Buda, Jesus Cristo e Moisés, iremos comprovar que a grande meta desses elevados Mensageiros era estabelecer o contato com a presença de Deus em seus corações. através da prática da Dhyana. E esse é o grande objetivo do verdadeiro  discípulo religioso: estabelecer essa sagrada comunhão espiritual, que nos proporcionará sabedoria e felicidade.

         A sede de nosso espírito, de nossa supra-consciência, se encontra no centro de nosso peito, o “Reino de Deus”, onde nós encontramos (em todas as religiões), as imagens dos Avataras com um “sol  luminoso” no peito, tradicionalmente

conhecido pelos yoguis como  chakra anahata.

         Dhyana, a meditação, é portal divino que nos conduz ao Reino de Deus.

         As mensagens dos Grandes Avataras, dirigida a todos os seres, consiste precisamente em orientar os seus discípulos a estabelecer essa sagrada comunhão, a qual sómente será possível através da Dhyana. O conhecimento teórico, a leitura dos textos sagrados, por si só, não pode conduzir o discípulo à realização espiritual.

Essa é  a suprema e divina chave que nos conduzirá à sabedoria e à felicidade.

Dominar esse turbilhão de pensamentos, através da serenidade mental, imobilidade

física e ausência de imagens, são as ferramentas  fundamentais para o pleno

contato com a Divindade em nossos corações. Se nós observamos a vida dos

grandes santos (sejam yoguis, cristãos ,budistas, muçulmanos, judeus e grandes

filósofos) iremos comprovar que todos adotaram o mesmo procedimento para a completa realização espiritual.

         Sri Vayera Yogui Dasa (Dom Benjmain Guzman Valenzuela) em um

magnífico estudo sobre esse tema, nos ensinou:

 

         “Meditar não é pensar, não é articular o pensamento, levando a imaginação

de um lado para outro. Meditar espiritualmente é aquietar a mente, descansando-a,

fazendo com que ela repouse em um objeto formoso e agradável . . .essa é a

meditação da quietude ou contemplação, para tranquilizar a mente e receber

as bênçãos do Sêr Venerado. .  esse é um dos benefícios que se alcança mediante

a YOGA. As pessoas que seguem esse caminho, cada dia aumentam, com suas almas,

as forças espirituais, vibrantes de felicidade.”

 

         Se nós estudarmos a vida dos grandes santos, iremos verificar que o supre-

mo objetivo dessas almas era contatar com essa presença divina, a qual se

encontra latente em todos os seres. Podemos comprovar também que, em todas

as Religiões, esse é o princípio  fundamental para a comunhão espiritual.

         Sri Vayera, que foi nosso instrutor espiritual, sempre nos transmitiu 

essa mensagem, a qual é também universal e eterna, adotada em todas as épocas

por grandes filósofos, religiosos e sábios.

         Todos os grandes seres, que alcançaram a sabedoria divina e o amor

universal, nem todos possuíam a cultura escolástica e acadêmica, mas se tornaram

grandes sábios e santos, unicamente através da dhyana (meditação). Devemos

sempre nos lembrar dos Grandes Missionários da Humanidade, entre eles,

Jesus Cristo, que nos transmitiu um sagrado ensinamento espiritual:

 

         “Não busqueis o Reino de Deus aqui ou acolá, mas dentro de vós!”.

 

Conclusão de nosso estudo:

 

         Concluindo nossa palestra, achamos oportuno transmitir algumas

instruções práticas, principalmente para aqueles que estão presentes em

nossa reunião e que ainda não pertencem à nossa Organização espiritual,

a Suddha Dharma Mandalam. A vivência da Dhyana é de suma importância

para todas as pessoas que se encontram interessadas no Caminho Espiritual,

independentemente de sua cultura religiosa, seja cristã, budista, muçulmana

ou quaquer outra doutrina. Em nossa época, a Ciências acadêmicas já

comprovaram também  a extraordinária eficácia da prática da meditação diária

para todas as pessoas, e seus efeitos extraordinários na saúde física e

mental. Com essas considerações, achamos oportuno transmitir a todos os

 presentes, algumas orientações para se realizar, com êxito, a prática da

diária da meditação:

1)    – Em um cômodo tranqüilo, sem ruídos e com meia-luz,  sentar-se

   em uma cadeira ou poltrona agradável;

2)    – fechar suavemente os olhos;

3)    – manter a cabeça em linha com a coluna;

4)    – respirar suavemente, sem nenhum esforço;

5)    – fixar o pensamento entre as sobrancelhas;

6)    – colocar o pensamento em um Grande Ser de sua

                  preferência, (Krishna, Buda, Jesus, Moisés etc.)

          7) -  efetuar seus apelos pessoais e, depois, permanecer em silêncio 

                por alguns minutos.

         Essa  é a instrução que oferecemos a todos os interessados.

 

OM TAT  SAT !

 

NAMASTÊ !

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