DHYANA – (Meditação)
Sérgio Fonseca B. Barretto
Gnana-Dhatha
Palestra proferida em Florianópolis-SC, no IX Congresso da
SUDDHA DHARMA MANDALAM, em Julho/2008
(BRAZIL)
Para a imensa maioria das pessoas, meditar significa projetar nossa mente em vários cenários e idéias, em um vasto ciclo de imagens e símbolos.
Nas tradições religiosas superiores (sejam estas ocidentais e orientais), meditar é algo bem diferente; na realidade, trata-se da busca de um estado elevado de consciência, visando a comunhão divina.
O grande objetivo é contatar com o “Reino de Deus”, dentro de nossos corações, segundo as mensagens dos Grandes Mestres da Humanidade. “Dhyana é a porta de ouro que, uma vez aberta, conduz ao Reino de Deus. Dhyana (meditação ou contemplação), é a contínua e prolongada corrente de pensamento, dirigida a um determinado objeto, até chegar a se unificar com ele”. (Helena P, Blavatsky).
Na realidade, a meditação tem como objetivo alcançar a Graça, a Sabedoria Divina e a plena felicidade. Se nós efetuarmos um retrospecto da história e da vida dos Grandes Mensageiros da Humanidade, tais como Krishna, Buda, Jesus Cristo e Moisés, iremos comprovar que a grande meta desses elevados Mensageiros era estabelecer o contato com a presença de Deus em seus corações. através da prática da Dhyana. E esse é o grande objetivo do verdadeiro discípulo religioso: estabelecer essa sagrada comunhão espiritual, que nos proporcionará sabedoria e felicidade.
A sede de nosso espírito, de nossa supra-consciência, se encontra no centro de nosso peito, o “Reino de Deus”, onde nós encontramos (em todas as religiões), as imagens dos Avataras com um “sol luminoso” no peito, tradicionalmente
conhecido pelos yoguis como chakra anahata.
Dhyana, a meditação, é portal divino que nos conduz ao Reino de Deus.
As mensagens dos Grandes Avataras, dirigida a todos os seres, consiste precisamente em orientar os seus discípulos a estabelecer essa sagrada comunhão, a qual sómente será possível através da Dhyana. O conhecimento teórico, a leitura dos textos sagrados, por si só, não pode conduzir o discípulo à realização espiritual.
Essa é a suprema e divina chave que nos conduzirá à sabedoria e à felicidade.
Dominar esse turbilhão de pensamentos, através da serenidade mental, imobilidade
física e ausência de imagens, são as ferramentas fundamentais para o pleno
contato com a Divindade em nossos corações. Se nós observamos a vida dos
grandes santos (sejam yoguis, cristãos ,budistas, muçulmanos, judeus e grandes
filósofos) iremos comprovar que todos adotaram o mesmo procedimento para a completa realização espiritual.
Sri Vayera Yogui Dasa (Dom Benjmain Guzman Valenzuela) em um
magnífico estudo sobre esse tema, nos ensinou:
“Meditar não é pensar, não é articular o pensamento, levando a imaginação
de um lado para outro. Meditar espiritualmente é aquietar a mente, descansando-a,
fazendo com que ela repouse em um objeto formoso e agradável . . .essa é a
meditação da quietude ou contemplação, para tranquilizar a mente e receber
as bênçãos do Sêr Venerado. . esse é um dos benefícios que se alcança mediante
a YOGA. As pessoas que seguem esse caminho, cada dia aumentam, com suas almas,
as forças espirituais, vibrantes de felicidade.”
Se nós estudarmos a vida dos grandes santos, iremos verificar que o supre-
mo objetivo dessas almas era contatar com essa presença divina, a qual se
encontra latente em todos os seres. Podemos comprovar também que, em todas
as Religiões, esse é o princípio fundamental para a comunhão espiritual.
Sri Vayera, que foi nosso instrutor espiritual, sempre nos transmitiu
essa mensagem, a qual é também universal e eterna, adotada em todas as épocas
por grandes filósofos, religiosos e sábios.
Todos os grandes seres, que alcançaram a sabedoria divina e o amor
universal, nem todos possuíam a cultura escolástica e acadêmica, mas se tornaram
grandes sábios e santos, unicamente através da dhyana (meditação). Devemos
sempre nos lembrar dos Grandes Missionários da Humanidade, entre eles,
Jesus Cristo, que nos transmitiu um sagrado ensinamento espiritual:
“Não busqueis o Reino de Deus aqui ou acolá, mas dentro de vós!”.
Conclusão de nosso estudo:
Concluindo nossa palestra, achamos oportuno transmitir algumas
instruções práticas, principalmente para aqueles que estão presentes em
nossa reunião e que ainda não pertencem à nossa Organização espiritual,
a Suddha Dharma Mandalam. A vivência da Dhyana é de suma importância
para todas as pessoas que se encontram interessadas no Caminho Espiritual,
independentemente de sua cultura religiosa, seja cristã, budista, muçulmana
ou quaquer outra doutrina. Em nossa época, a Ciências acadêmicas já
comprovaram também a extraordinária eficácia da prática da meditação diária
para todas as pessoas, e seus efeitos extraordinários na saúde física e
mental. Com essas considerações, achamos oportuno transmitir a todos os
presentes, algumas orientações para se realizar, com êxito, a prática da
diária da meditação:
1) – Em um cômodo tranqüilo, sem ruídos e com meia-luz, sentar-se
em uma cadeira ou poltrona agradável;
2) – fechar suavemente os olhos;
3) – manter a cabeça em linha com a coluna;
4) – respirar suavemente, sem nenhum esforço;
5) – fixar o pensamento entre as sobrancelhas;
6) – colocar o pensamento
preferência, (Krishna, Buda, Jesus, Moisés etc.)
7) - efetuar seus apelos pessoais e, depois, permanecer em silêncio
por alguns minutos.
Essa é a instrução que oferecemos a todos os interessados.
OM TAT SAT !
NAMASTÊ !