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Raja Yoga - Preceitos de conduta da Suddha Dharma
Preceitos de conduta da Suddha Dharma
De forma similar, todos os Avataras ensinaram aos seres humanos
o caminho da evolução espiritual e material em quatro grandes
preceitos universais de conduta, consoante as leis divinas, que são eternas e imutáveis:
1. AHIMSA - Significa "não-violência", aplicável em todos os reinos, em todos os lugares e
em todas as épocas. A não- agressão subtende-se como o respeito para com a vida de todos os
seres viventes, no nível de evolução de cada criatura; é também um estado de compaixão e a
compreensão de que a plenitude da condição humana somente será alcançada pelo amor e pela sabedoria.
2. SATHYAVACHANA - Significa "veracidade". "O que pode levar uma alma à queda não é somente o
que entra pela boca, mas, sobretudo, o que dela sai". A falsidade (moha) é uma característica
dos seres involuídos. No atual nível de maturidade espiritual da humanidade,
os homens apegam-se ao que os sentidos externos captam, sem uma correta observância dos fatos "em si",
envolvidos pelas paixões pessoais e distorcendo os fatos.
Iludidos sensorialmente, a propensão para enganar os outros é estimulada, tornando os homens
inclinados à mentira, o que retarda em muito a sua evolução. A veracidade deve ser cultivada
com um comportamento espontâneo, refletida na retidão das palavras, pensamentos e das ações,
tendo sempre na memória que jamais poderemos fugir de nós mesmos e que aquilo que semearmos,
colheremos, segundo a infalível lei do Karma (causa e efeito).
3. LOKAKAYNKARIA - Significa "serviço impessoal". De passagem, lembremo-nos das palavras do
apóstolo Paulo, discípulo do Mestre Jesus, em uma de suas cartas: "Ainda que eu falasse a
língua dos anjos e todas as línguas dos homens, e ainda que eu conhecesse todos os mistérios
sagrados, se não tivesse amor, nada disso me adiantaria".O serviço impessoal ou a ajuda
prestada sem visar a nenhuma recompensa é a condição do verdadeiro amor que trazemos latente
dentro dos nossos corações, o santuário onde habita o Espírito. E este ato puro e sincero é
que nos faz aproximar de Deus.
4. DHYANA - Significa "meditação". Todos os grandes Avataras da Humanidade e seus seguidores,
que se transformaram em santos e sábios, vivenciaram estes quatro princípios. Sidharta Gautama,
o Buda, após meditar por seis anos, alcançou o mais profundo grau de sabedoria, paz e felicidade,
atingindo a suprema iluminação. Krishna ensinou a arte da meditação em sua magistral obra, a Srimad
Bhagavad Gita (A canção do Senhor); Jesus, o Cristo, meditava constantemente com seus discípulos.
Maomé e Moisés, atingiram elevados níveis de consciência, pela prática contínua da meditação. A
meditação é o processo mais puro e elevado para atingir a plena auto-realização espiritual. Com o
Advento de Mitra Deva em nossos dias, as práticas de meditação ganharam dinamismo e aceitação, não
só nas áreas religiosas, mas também nas comunidades sociais e nos métodos psicológicos, os quais
contribuem para a restauração da saúde e o bem-estar das criaturas. A meditação é a prática suprema
para quem busca a comunhão com o Divino.
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